O Rio de Janeiro além do Cristo Redentor

É sempre um prazer estar no Rio de Janeiro. Cidade linda, pessoas acolhedoras e um visual incrível! Mas engana-se quem pensa que o turista deve visitar os pontos turísticos mais básicos como o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar. Aqui listamos alguns lugares diferentes que você poderá incluir na sua próxima visita à Cidade Maravilhosa!

Obs: Confira os horários de funcionamento e preços antes de sair de casa.

Vista Chinesa

Localizada no Alto da Boa Vista, a Vista Chinesa está no bairro certo. Trata-se de um mirante em estilo chinês e fica dentro da Floresta da Tijuca. No século XIX, durante a construção da estrada que liga o bairro ao Jardim Botânico, alguns trabalhadores eram de origens chinesa. Trazidos por Dom João VI, eles vieram de Macau para desenvolver a lavoura do arroz, porem, sem a menor habilidade, acabaram trabalhando na obra da estrada. Com o fracasso da lavoura, os chineses se espalharam pela Tijuca e, em 1844, um mapa da área registrou uma edificação denominada Casa dos Chinas, um resquício de anos anteriores. Somente em 1903, o prefeito Pereira Passos decidiu construir, em argamassa copiando o bambu, às margens dessa estrada, o pavilhão da Vista Chinesa. O local tem uma vista deslumbrante da cidade e pode ser acessado a pé ou de carro.

Museu da República

O Museu da República é o Palácio do Catete que foi construído entre 1858 e 1867 pelo comerciante e fazendeiro de café Antônio Clemente Pinto, o Barão de Nova Friburgo. Ele tem um estilo eclético, resultado do trabalho de artistas estrangeiros de renome como o arquiteto Gustav Waehneldt e os pintores Emil Bauch, Gastao Tassini e Mario Bragaldi. Propriedade privada até 1896, foi durante o mandato do presidente Prudente de Moraes, o Catete foi adquirido pelo Governo Federal para sediar a Presidência da República. O Palácio foi palco de intensas articulações políticas. O Catete guarda ainda momentos de consternação e comoção nacional como, por exemplo o velório do presidente Afonso Pena (1909) e o suicídio de Getúlio Vargas (1954). Em 1938, o Palácio foi tombado pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Sede do poder Republicano por quase 64 anos, 18 presidentes utilizaram suas instalações. Com a construção de Brasília, a capital foi transferida para lá, aposentando o Catete em 1960. Com base em Decreto Presidencial de 1960, passou então a ser organizado para abrigar o Museu da República, inaugurado a 15 de novembro do mesmo ano.

Casa Museu Eva Klabin

Um dos mais importantes acervos de arte clássica dos museus brasileiros se encontra na Casa Museu Eva Klabin. São mais de duas mil peças que cobrem cerca de 50 séculos, desde o Egito Antigo até o Impressionismo. O local nasceu do desejo da colecionadora em deixar como legado seu acervo reunido ao longo de toda uma vida passada do Rio de Janeiro. Criada em 1990, a Casa Museu só foi aberta ao público em 1995. Além do rico acervo, o visitante tem à disposição uma programação cultural variada e de qualidade que inclui atividades como exposições, concertos, filmes, cursos e conferências.

Museu de Arte do Rio de Janeiro (MAR)

Esse museu na capital carioca foi inaugurado em 2013 e promove uma leitura transversal da história da cidade. Nele você encontrará parte social, seus conflitos, sua vida simbólica, contradições, desafios e expectativas sociais. Com mostras de longa ou curta duração, suas exposições unem dimensões históricas e contemporâneas da arte. Localizado na Praça Mauá, ele é composto de dois edifícios: o palacete Dom Joao VI – tombado e eclético -, e o edifício vizinho com um estilo modernista. Sua coleção está ainda em processo de formação por meio de aquisições e doações, mas o MAR conta também com empréstimos de obras de algumas das melhores coleções públicas e privadas do Brasil.

Pedra do Arpoador (por do sol)

Um dos locais mais concorridos na cidade para ver o pôr do sol, a Pedra do Arpoador está localizada em um extremo da praia de Ipanema. Com um visual lindo do Morro Dois Irmãos, a pedra se estende mar adentro e costuma reunir uma enorme quantidade de pessoas no final do dia. O local não tem muita estrutura, mas é exatamente esse o seu charme. Sentar-se na pedra e observar o sol indo embora é gratuito e um programa imperdível.

Forte de Copacabana

O local em que o Forte se encontra foi escolhido para proteger a Baia de Guanabara desde a época de Dom Joao VI. Em 1908, a pedra fundamental foi lançada com a presença do presidente Afonso Pena e do Ministro de Guerra Marechal Hermes da Fonseca. Sua construção ocorreu entre 1908 e 1914 e foi um desafio de engenharia militar. Suas paredes têm 12 metros de espessura e acolhem canhões alemães Krupp, assentados em cúpulas encouraçadas e giratórias. O Forte possui também dois canhões de 305 mm que poderiam atingir alvos a 23 quilômetros de distância, dois canhões de 190 mm e duas torres de canhões de 75 mm. A Cúpula dos Canhões, parte superior da fortificação, é famosa por desvendar uma das principais paisagens da cidade, com vista para o Pão de Açúcar, Praia de Copacabana e Praia do Diabo. A partir de 1987, com a extinção das Baterias de Artilharias de Costa, as instalações do forte foram transformadas em Espaço Cultural, passando a ser designado como Museu Histórico do Exército e Forte de Copacabana.

Biblioteca Nacional

Uma das dez maiores bibliotecas nacionais do mundo segundo a UNESCO, a Biblioteca Nacional também é a maior da América Latina. Com um acervo calculado em cerca de 10 milhões de itens, ela é a antiga livraria de D. José organizada sob a inspiração de Diogo Barbosa Machado, Abade de Santo Adrião de Sever, para substituir a Livraria Real. Sua coleção remonta ao acervo de Dom Joao I e deu seu filho D. Duarte. Porém, essa última foi consumida por um incêndio que se seguiu ao terremoto de Lisboa em 1755.

Mercado da Cobal (Humaitá)

O local se encontra em um quarteirão entre as ruas Humaitá, Marques e Voluntários da Pátria. Com cerca de 10 mil metros quadrados, a Cobal é um dos mais dinâmicos polos gastronômicos da cidade. Considerado o primeiro sacolão da cidade, o mercado foi inaugurado em 1971. Nos anos 90, em seu auge, a Cobal era uma das poucas opções de lazer a céu aberto para os moradores das redondezas.  A Cobal do Humaitá é composta por 3 quiosques, 97 boxes, 84 lojas e 7 salas, incluindo lojas de vinho, pet shops, floriculturas, um supermercado, lojas de produtos naturais e restaurantes. Nos finais de semana, é comum apresentações de samba e de choro em sua área externa.

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