Um dos setores mais atingidos pela crise provocada pela Covid-19, o Turismo tem sofrido com a falta de receita provocada pelo isolamento social. Pesquisa recente realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra o “estrago” provocado pela pandemia que assola o mundo. A FGV considerou o período de 3 meses de inatividade para realizar a pesquisa.
Como resultado, a pesquisa mostra que a estabilização dos negócios turísticos no Brasil durará cerca de 12 meses. Já a recuperação do turismo internacional será mais longa, sendo necessários 18 meses para recuperação.
A retomada será lenta e motivada pelo retorno do consumo, especialmente viagens essenciais, saúde e visita a parentes. Um segundo momento da retomada será provocado pelas viagens domésticas de lazer e trabalho (outubro de 2020). No terceiro momento, a volta de eventos corporativos e culturais serão o motivo da retomada do setor (fevereiro de 2021). E, finalmente, as viagens internacionais terão sua retomada em meados de julho de 2021.
Dados do Pew Research Center mostram que 93% da população mundial vive hoje em países que adotaram algum tipo de medida de restrição de viagem e 3 bilhões de pessoas ao redor do mundo vivem em países que fecharam totalmente suas fronteiras para estrangeiros. O Brasil está incluído no grupo que fechou suas fronteiras para estrangeiros e restringiu a entrada via aérea.
Porem, mesmo com o final do isolamento social a demanda pelos serviços de Turismo e dos setores relacionados não será a mesma. Para recuperar a perda total de R$ 116,7 bilhões no biênio 2020-2021, será necessário que o setor de Turismo cresça 16,95% ao ano em 2022 e 2023 com um PIB de, respectivamente, R$ 303 bilhões e R$ 355 bilhões.
O estudo revela ainda que, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Turismo representa 3,71% do PIB brasileiro. Em comparação ao PIB do setor em 2019 (R$ 270,8 bilhões), as perdas econômicas serão significativas chegando a totalizar R$ 116,7 bilhões no biênio de 2020-2021. Isso representa uma perda de 21,5% na produção total do período. Para o ano de 2020 o PIB no setor deve ficar em R$ 165,5 bilhões (redução de 38,9% em relação à 2019) e R$ 259,4 bilhões em 2021 (próximo de retomar o patamar de 2019, mas ainda 4,2% abaixo). Assim, o valor total da perda do setor turístico brasileiro será de R$ 116,7 bilhões no biênio 2020-2021, o que representa uma perda de 21,5% na produção total do período.
O volume médio de crescimento das atividades de agencias de viagens esperado é o seguinte:
35% em setembro de 2020
47% em outubro de 2020
60% em novembro de 2020
75% em dezembro de 2020
80% em janeiro de 2021
90% em julho de 2021
98% em dezembro de 2021
*Informações retiradas da Pesquisa Impacto Econômico do Covid-19 – Propostas para o Turismo Brasileiro 2020

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